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CDTN-65 anos: uma longa jornada de resistência e realizações

Comemoração repleta de emoção, avaliações da história e compreensão dos desafios atuais

Com a presença do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Álvaro Toubes Prata, representando o ministro Gilberto Kassab, e o Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), José Carlos Bressiani, representando o presidente da autarquia federal Paulo Roberto Pertusi, o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) comemorou no último dia 24 de agosto seus 65 anos de existência.

Em uma cerimônia repleta de emoção, com a presença de grande parte do atual quadro de servidores, avaliações históricas de ex-diretores e uma compreensão comum com a atual direção dos desafios que se colocam para dar continuidade às grandes realizações, o diretor do CDTN, Waldemar Augusto de Almeida Macedo, recebeu diversos convidados e celebrou a certeza de que os desafios atuais também serão superados.

CDTN 65 anos foto 1

Também estiveram presentes na comemoração dos 65 anos do CDTN, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG), o prof. Paulo Sérgio Lacerda Beirão, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de Minas Gerais (Fapemig), Marco Antônio Castello Branco, diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), o médico nuclear Adelanir Antônio Barroso, do conselho consultivo e representando a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), Fabiano Souza Tonucci, gerente de Propriedade Intelectual e Gerência Tecnológica da Vale, o empresário José Policarpo Gonçalves de Abreu, diretor executivo do Senai/Fiemg, e Larissa Wolochate Aracema Ladeira, gerente de Operações Estruturadas do Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG), entre outros.

Homenagens – Todos os servidores foram homenageados nesta celebração, representados por um colega, Antônio Pereira Santiago, em atividade no CDTN há 47 anos. Outro colaborador, hoje aposentado, Jefferson Vianna Bandeira, também foi homenageado com a outorga do título de pesquisador emérito. Em seus agradecimentos ambos emocionaram o público com suas lembranças, passagens, críticas e expectativas.

Ao final da solenidade um bolo comemorativo foi cortado e servido aos presentes, que brindaram aos 65 anos do CDTN.

História – Fundado como Instituto de Pesquisas Radioativas (IPR) em 1952, por um grupo de professores da Escola de Engenharia da UFMG, sob a liderança de Francisco de Assis Magalhães Gomes, o CDTN iniciou suas atividades com a pesquisa de ocorrências minerais radioativas e estudos em física e química nuclear, metalurgia e materiais de interesse nuclear.  Mas, já em 1960 inaugurou seu reator de pesquisa TRIGA (Training Research Isotope General Atomic) Mark 1, dedicando-se à pesquisa, à produção de radioisótopos e ao treinamento de pessoal para operação de reatores. Ainda, em 1965, a partir da assinatura de convênio entre a UFMG e a CNEN, o então IPR passou a integrar o Plano Nacional de Energia Nuclear.

A partir de então, experimentou diversas alterações institucionais. Em 1972, separado da UFMG, foi transferido para a Companhia Brasileira de Tecnologia Nuclear (CBTN) e agregou às suas finalidades o desenvolvimento da tecnologia nuclear. Em 1974, foi incorporado pela estatal Empresas Nucleares Brasileiras S/A (NUCLEBRÁS). E, em 1977, teve finalmente sua denominação alterada para Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), com o papel de apoiar o desenvolvimento tecnológico das unidades industriais da NUCLEBRÁS, absorvendo a tecnologia nuclear transferida no âmbito do acordo Brasil-Alemanha (1974-1988).

CDTN 65 anos foto 2Neste período, o CDTN atuou intensamente na prospecção de urânio, no licenciamento das instalações de mineração, beneficiamento do minério de urânio e na fabricação de elementos combustíveis, bem como no treinamento de operadores de reatores para a Usina Nuclear de Angra 1.

Com a extinção da NUCLEBRÁS, em 1988, voltou a fazer parte da CNEN e a ter uma atuação mais voltada para Pesquisa e Desenvolvimento, com formação especializada na área nuclear e em áreas correlatas. Nesta nova fase, o CDTN estabeleceu maior cooperação com outras instituições de pesquisa, com a indústria e órgãos de governo, expandindo sua interação com a sociedade. Em 2002, inaugurou o Laboratório de Irradiação Gama e, com a instalação de uma fonte de Cobalto-60, iniciou a prestação de serviços na área de irradiação: de gemas, com indução de cores para a valorização; de obras de arte, para conservação pela eliminação de fungos e insetos; de alimentos, para desinfecção e tratamento; de sangue, hemoderivados e de produtos médicos, para esterilização.

Em 2003, o CDTN iniciou seu Programa de Pós-graduação, em nível de mestrado, e, em 2010, o de doutorado, de significante relevância para a formação de novas gerações de pesquisadores. Ainda em 2008, acentuou sua atuação na Saúde, no suporte à área de Medicina Nuclear, com a instalação de um Cíclotron e implantação da Unidade de Pesquisa e Produção de Radiofármacos.

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